Se existe uma questão complexa é sobre o que é este blog. Posso responder com convicção de que este blog de nada trata, pois posso responder com convicção que a minha causa é nenhuma causa. É dever de todo indivíduo maduro organizar e perseverar sobre seus próprios princípios, ideais, sobre seus próprios interesses. E é sobre eu mesmo que dissertarei acá. Sobre as coisas como eu experiencio, sobre as coisas como eu interpreto. Até mesmo caso um dia vejam uma postagem que trate da interpretação de algum autor sobre determinada obra, sempre mantenham-se atentos: não existe ideia formulada que não contenha por trás uma interpretação, uma sequência inestimável de eventos, ações, toda uma série empírica de fatos. Na verdade, você estaria lendo uma interpretação sobre interpretação, e isso é aplicável exponencial e infinitamente a qualquer juízo de valor.

Mas afinal, no que se baseia a minha causa? A psicologia diria que é impossível eu ter uma imagem válida e absolutamente consistente de mim mesmo, a praxeologia diria que é impossível que eu preveja ações a partir de atestados empíricos meus. Mas consigo abstrair que, neste site, tratarei sobre filosofia; música; poesias; política; tecnologia. E tudo que aí não se encaixar, será tratado como prosas. São meras etiquetas, são meros rótulos mas na verdade entre todos esses assuntos existirá um elo nesse blog: eu. Meu blog pessoal, minha propriedade. Mas, como gosto de discutir, peço que o leitor sinta-se livre para comentar, para compartilhar o que quiser. Gosto de discussões, de refutações, de aprender mais a partir não de vocês, mas daquilo que vocês podem deter, o conhecimento.

Algo que pode explicar o que levou minha causa a conter tal blog como um de seus propósitos é que sinto, por vezes, uma certa vontade inata de expressão, que alguns anos depois converteu-se em prosas, em poesias, em melodia e em código. A sequência supracitada não é cronológica, quem me conhece sabe muito bem disso. Caso o tempo cronológico fosse levado em consideração no escopo das minhas aptidões, não seria a descrição desse blogue “socialmente desenvolvedor”, mas sim “desenvolvedor social”. Vale salientar que não cito isso pelas minhas habilidades sociais, mas sim por quando tive interesse pelas ciências sociais, algo que faz pouco mais de um ano.

Posso dizer com convicção que o sentimento de ataraxia deve ser dominante no que diz respeito às escolhas que fazemos com relação a projetos, com relação a trabalhos que pretendemos encarar. Isso será explicado com mais detalhes nesse blog, assim como várias outras coisas. Gostaria de ter leitores, mas não gostaria que jamais considerassem-se meus seguidores, pois, como eu disse, a minha causa é nenhuma. Tenham suas próprias causas em si mesmos, pois causas servem apenas a si mesmas, a humanidade visa apenas a si própria, assim como os movimentos coletivos gerados por quaisquer doutrinas, por quaisquer teorias, por quaisquer que sejam os elos que apareçam objetivamente a vocês. Isso também será explicado com mais detalhes nesse blog.

Enfim, os que julgarem meu futuro conteúdo que aqui estará relevante às suas respectivas causas é o leitor que eu espero. E, por favor, não entenda relevante apenas concordar com o que digitarei, apenas ler sem se aprofundar além do que está exposto, pois, como já disse, gosto de discussão e tenho convicção de que o mundo seria melhor se a causa de todos fosse a causa nenhuma.